Excelentíssimo Senhor Senador Jorge Antonio Oviedo Matto, presidente do Congresso do Paraguai:
Milhões de brasileiros, ao contrário do nosso governo, apoiam a decisão de Vossa Excelência e do Senado paraguaio de não permitir a entrada da Venezuela no Mercosul, enquanto aquele país se encontrar sob comando de um governo claramente comunista e antiamericano, que favorece e protege as FARC e mantém vínculos profundos com o Irã; se a Venezuela entrar no Mercosul, o que veremos não será a prosperidade de nossos países, nem o apoio governamental venezuelano para o progresso material da região, mas sim o favorecimento dos grupos armados de extrema-esquerda e dos terroristas islâmicos apoiados por Chávez e que já estão se enraizando e consolidando suas posições e objetivos na América do Sul; os governos comunistas da Bolívia, da Venezuela e do Equador, acima dos interesses comerciais e de prosperidade de seus povos, querem firmemente atingir um objetivo maior, e deixam claro esse intento: a destruição da democracia, da economia de livre mercado, das liberdades individuais, das alianças com os Estados Unidos e a implantação da União das Repúblicas Socialistas da América do Sul, isso após mais de vinte anos da implosão desse regime assassino e abominável, chamado comunismo, na Europa Oriental e na URSS. O Senado paraguaio é a última barreira de lucidez e sensatez ainda a impedir essa condenável, ultrapassada e tenebrosa associação para o crime, chamada UNASUL, de vir a consolidar-se e arrastar toda a América do Sul ao tenebroso regime comunista. O que esses homens querem é transformar nossa América do Sul em uma imensa Cuba. Esse é o objetivo deles, não do povo sul americano. Destruir a democracia, a livre iniciativa e as liberdades individuais, como já se faz na Venezuela, é o objetivo deles, não do povo sul americano. Os Estados Unidos, que ajudaram e ajudam a impedir as FARC de dar um banho de sangue em toda a América do Sul e arrastá-la à escravidão comunista, são odiados por eles, não pelo povo sul americano.
A resistência e a coragem do Parlamento paraguaio e de Vossa Excelência são as últimas barreiras ao objetivo final dessa quadrilha.
Deus o proteja, senhor Senador, e ao valente povo paraguaio.
UDM Ultra Direita em Marcha
Sociedade Burguesa Conservadora, Reacionária, Capitalista, de Ultradireita
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
DEFINIÇÕES: QUESTÃO DE ATITUDE
UDM Ultra
Direita em Marcha
Sociedade
Burguesa Conservadora, Reacionária, Capitalista, de Ultradireita
PRECISAMOS DE PESSOAS NORMAIS
Nós, da Sociedade Burguesa Conservadora, Reacionária, Capitalista e de Direita, temos nossas próprias
opiniões e não precisamos da autorização de ninguém para expressá-las, pois o
Art. 5º da Constituição o garante; numa escola de Direita, não se olha para A
COR DA PELE OU RAÇA para admitir um aluno, e sim para sua NOTA obtida no exame.
Nós,
burgueses, queremos o que toda pessoa NORMAL
quer: trabalhar, estudar, melhorar de vida, produzir bens ou serviços para o
país SEM TOMAR NADA DE NINGUÉM;nós, da Burguesia, somos responsáveis e só
concebemos o número de filhos que podemos sustentar e cuidar; nós, pequenos ou
grandes burgueses, NÃO VIVEMOS DE VERBA PÚBLICA, NÃO TEMOS CARGOS PÚBLICOS, NÃO
SOMOS AGITADORES ESTUDANTIS PROFISSIONAIS DE NOTAS BAIXAS, NÃO SOMOS SINDICALISTAS PROFISSIONAIS NEM POLÍTICOS PARA SEMPRE; NÓS, DA BURGUESIA, NÃO SOMOS PARASITAS DA NAÇÃO NEM
QUEREMOS TRANSFORMAR ESSE PAÍS NUM INFERNO DONDE NÃO SE PODE SAIR E ONDE UM
GOVERNO, POR EXEMPLO, NAS MÃOS DE UM DITADOR COMUNISTA, DETERMINARÁ O QUE
VAMOS LER, O QUE VAMOS VESTIR, QUANTO VAMOS GANHAR, SE PODEREMOS OU NÃO SAIR DO
PAÍS, E A QUEM VAMOS ADORAR. NÓS, DA
BURGUESIA DE DIREITA REACIONÁRIA, CAPITALISTA E CONSERVADORA, NÃO PRECISAMOS DE ESMOLAS
DE GOVERNO NEM DE NINGUÉM QUE, ABRAÇANDO UMA DOUTRINA TENEBROSA, PATÉTICA,
SANGUINÁRIA E SUPERADA PELA METADE DO MUNDO, QUE A PROVOU E A ELA FOI
SUBMETIDA, DURANTE SETENTA ANOS, SE AUTONOMEIAM SALVADORES DA HUMANIDADE E
SUPERHOMENS DIVINOS QUE VÃO TRAZER A FELICIDADE ETERNA PARA TODOS AQUI NA TERRA. NÃO
PRECISAMOS DE PARASITAS, PRECISAMOS DE GENTE NORMAL. SÓ ISSO. DE GENTE NORMAL.
Vamos definir claramente cada termo, de modo a não
haver dúvidas sobre a identidade da ultradireita, ficando a critério de cada um
identificar-se com ela ou não. O importante é não se esquecer do seguinte:
quando um comunista fala mal da sociedade burguesa, conservadora, reacionária,
capitalista e de direita, ele não está atacando somente meia dúzia de magnatas,
industriais ou banqueiros. Ele está atacando você, cidadão comum. Você e sua
família são o objetivo final que um comunista quer destruir. Você só não será
atacado (no princípio) se permanecer um humilde operário obediente, daqueles
que ficam sem jeito e olham para o chão, encabulados, quando se deparam com um
prefeito, deputado ou presidente da república que lhes concede a graça de um
minuto de atenção. Certamente você já viu isso. O operário se esquece de quem
sustenta aquele político na sua frente é ele mesmo, o operário. Ele é o patrão.
Ele não tem que ficar sem jeito na frente de um político. Tem que olhar nos
olhos dele, tem que fazer
perguntas: “- Presidente, quando vamos
ter mais segurança? Mais polícia? Mais justiça?” Não tem que fazer cara de
humilde e se deixar tratar como criança da roça, fazendo cara de coitadinho ou
de envergonhado. Tem que ser homem e olhá-lo de frente!
BURGUESIA
CONSERVADORA, REACIONÁRIA, CAPITALISTA, DE DIREITA
Quem somos nós:
Sociedade
burguesa ou Burguesia: conjunto de pessoas que moram no burgo, ou seja,
na cidade, dentro do perímetro urbano, ou mesmo no campo e que freqüentam a
cidade; pessoas que acordam cedo, estudam ou trabalham, produzem bens e
serviços, criam empregos - da pequena loja à grande indústria, do pequeno sítio
à grande fazenda -, engrandecem o país e sustentam os três poderes do governo,
do menor município ao governo federal, e
ainda sustentam todos os comunistas que vivem agarrados no Estado, ou seja, na
coisa pública, sejam estatais (Petrobras e tudo que termina em Brás ), câmaras
de vereadores, assembléias legislativas, prefeituras, órgãos públicos em geral.
Conservadora:
pessoa que quer conservar as boas tradições, como:
- o respeito aos
idosos, servindo-os primeiro à mesa da família, dando-lhes precedência nas
filas, nos elevadores, nas calçadas;
- o respeito aos
professores e mestres, que não são tios ou tias, mas professores e mestres;
- a cortesia no
trato com as pessoas, o linguajar respeitoso e adequado ao ambiente em que a
pessoa se encontra;
- as tradições cristãs da caridade, da solidariedade, dos cultos religiosos recebidos dos pais;
- o trajar adequado a cada ambiente, nas festas, igrejas ou velórios;
- o asseio corporal, os hábitos diários de higiene, a limpeza, a ordem, a arrumação do lar;
- as tradições cristãs da caridade, da solidariedade, dos cultos religiosos recebidos dos pais;
- o trajar adequado a cada ambiente, nas festas, igrejas ou velórios;
- o asseio corporal, os hábitos diários de higiene, a limpeza, a ordem, a arrumação do lar;
- a aceitação do
estudo e do trabalho, da perseverança e da fé como únicos instrumentos
moralmente válidos para subir na vida;
Note bem: conservador não quer
dizer atrasado e contra o progresso, pelo contrário – é o conservador que
trabalha, estuda, pesquisa arduamente, cada um no seu ramo, seja comerciante,
estudante, autônomo ou cientista, para fazer a ciência e a civilização
progredirem. Ele quer conservar essas tradições.
Reacionária: pessoa que reage a algo que a afronta ou choca o senso comum: uma
injustiça, uma maldade, uma conduta errada. Por exemplo, uma pessoa maltratando
uma criança, ou espancando um cachorro; uma pessoa ou um governo querendo
impedir, à força física ou por lei, que você expresse sua opinião sobre a
pederastia ensinada nas escolas, para as crianças; os movimentos políticos, como
o MST, disfarçados de sociais, sustentados à força dos impostos por todos nós,
que depredam a propriedade alheia, casas, instalações e tratores, matam o gado,
interrompem o trânsito nas estradas e destroem órgãos públicos; se você não
reage a isso, você é cúmplice, conivente, um covarde, um lerdo, um frouxo, ou
seja, uma pessoa moralmente fraca e decadente.
Capitalista: ser a favor do capitalismo não é só para banqueiros e grandes
industriais; é ser a favor da liberdade que ainda se tem de ter, hoje, um
pequeno negócio, loja, quitanda, comércio em geral, e transformar isso em uma
grande supermercado ou rede de lojas ou indústria, como fez o vice-presidente
José Alencar, falecido. Começou pobre, trabalhou duro a vida inteira e virou
milionário, criou milhares e milhares de empregos, e só tinha a 4ª série
primária. Isso é o capitalismo: você transforma seu trabalho em dinheiro e tem
a liberdade de usá-lo como bem entender. Você acha certo o governo proibir
isso?
De direita: Significa basicamente ser a favor:
das liberdades individuais, da iniciativa privada, da propriedade
licitamente conquistada, do empreendedorismo, da economia de mercado, da
prevalência dos deveres antes dos direitos, da responsabilidade individual pela
criação da própria família;
Ser de direita
significa basicamente ser contra:
a estatização da economia, a criação exagerada de órgãos, empresas e
cargos públicos, de municípios e estados a ministérios e estatais, da greve no
serviço público, das cotas raciais, do ensino e apologia do comunismo e da
pederastia nas escolas, da exagerada intromissão do governo na vida das
pessoas, do excesso de regulamentação, leis, decretos, portarias e demais
regras que infernizam diariamente a vida das pessoas e principalmente dos
empresários, do pequeno ao grande, que são quem realmente produzem empregos,
bens e serviços;
Ser de ultradireita, em
última análise, é ser consciente ao máximo
do perigo mortal e real que representa, para a civilização ocidental e fé cristã, para a família e para as
liberdades individuais, o avanço lento e contínuo, no Brasil e nas Américas do
Sul e Central, do comunismo, socialismo, esquerdismo, estatismo, sindicalismo
ideológico e todas as correntes de pensamento, grupos, movimentos, governos e
instituições que querem e estão conseguindo, após mais de vinte anos da queda
do Muro de Berlim, implantar, por bem ou por mal, esse sistema político,
econômico e social tenebroso, assassino e alucinado chamado comunismo ou
“ditadura do proletariado”. Ser de ultradireita é ser contra a transformação do
Brasil em outra Cuba, Coreia do Norte, Bolívia ou Venezuela, onde é proibido
ser burguês, conservador, reacionário, capitalista e de direita, e que se
declara assim é perseguido, preso ou assassinado. Você acha que isso é bom?.
Logo, sou: Burguês, Conservador, Reacionário, Capitalista e de
Direita . E se você é uma pessoa NORMAL, você é: Burguês (ou camponês),
Conservador, Reacionário, Capitalista e de Direita. Se você for NORMAL.
Ser de ultradireita é ser de
direita com total firmeza, convicção, fé e intransigência com tudo aquilo que
choca e causa indignação à pessoa normal, dotada de senso comum: você, que quer
simplesmente viver sua vida, estudar, trabalhar e progredir sem esmolas do
governo, quer ser dono da sua vida e do seu destino sem depender de nenhum político
ou de quem se julga superior à humanidade e acha que sabe o que é bom para você
e quer impor-lhe o que ele acha à força, por bem ou por mal.
[Image]Em artigo de Geraldo Galindo
(PCdoB/BA), publicado no dia 7 de julho último, o site Vermelho.org do Partido
Comunista do Brasil chora diante das dificuldades de avançar as bandeiras que
são afins com sua ideologia: aborto, "casamento" homossexual,
desarmamento, cotas nas universidades, pesquisa com células-tronco embrionárias
etc.
O membro do partido que visa instaurar em nossa pátria a "ditadura do proletariado" pretende combater no artigo a "ditadura da gramática culta" para "reduzir o preconceito existente contra as pessoas que 'falam errado'". É a velha manobra defasada de insuflar a luta de classes, mas agora instrumentalizando a linguagem.
Mas foi só vir a público o tema que a sociedade levantou-se espavorida com tal tese maluca dessa verdadeira "pedagogia da ignorância". O bom senso que a opinião pública centrista e conservadora do Brasil colocou a essa manobra preocupou o articulista do PCdoB. "Vivemos num país assustadoramente conservador e preconceituoso, com opiniões majoritárias da população em favor de posições anacrônicas", afirmou o artigo diante desses "preconceitos" dos brasileiros.
"Aqui em Bruzundanga..."
[É o modo dele tratar o Brasil por não ter virado Cuba, China ou membro da URSS décadas atrás].
"...quando falamos em respeitar os direitos humanos, os direitistas falam que estamos ao lado dos bandidos; quando defendemos cotas para negros e pobres, eles dizem que estamos premiando a ignorância; quando dizemos que o corpo da mulher pertence a ela e ela deve decidir sobre ele, os reacionários dizem que o corpo pertence a deus e que as regras do tal deus é que devem prevalecer e nos acusam ainda de estarmos propondo o assassinato de crianças indefesas;..."
[Notem que ele escreveu Deus com "d" minúsculo. Logo mais ele vai reclamar que chamamos eles de ateus, acreditem!]
"... quando se pretende punir os pais que surram os filhos, eles vêm com o argumento de intromissão do governo em assuntos domésticos; quando propomos a união entre homossexuais e o combate contra a homofobia eles dizem que estamos fazendo campanha para o povo fazer opção pelo homossexualismo; quando defendemos o desarmamento, eles afirmam que queremos desarmar o povo e deixar os bandidos bem armados; quando combatemos o racismo, eles dizem que estamos pregando o ódio entre as raças; se somos contra o ensino de religião nas escolas, falam que somos ateus materialistas e que queremos proibir a bíblia".
Viram! Ele achou ruim ser considerado "ateu materialista". O mundo gira mesmo. Isso tudo para ele é "preconceito". Imagine só, um comunista "ateu materialista". Só pode ser coisa da imprensa golpista mesmo.
Galindo acerta ao dizer que essa reação de bom senso é devido a "influência religiosa ainda muito marcante em nossa sociedade". Mas depois o articulista delira. Imagina ele que no Brasil há "dezenas de partidos conservadores presentes na disputa política".
[Image]Aqui, no fundo, há um fator muito perigoso da mentalidade comunista. Para ele, a "influência religiosa" é fonte do "preconceito". Bom, se o preconceito é ruim e tem que ser proibido, então todos aqueles que influem religiosamente no Brasil têm que ser combatidos. Qual é a consequência prática desse raciocínio? Perguntem aos milhões de mortos por perseguição religiosa nos países em que o comunismo dominou ou ainda desgraçadamente domina.
O membro do partido que visa instaurar em nossa pátria a "ditadura do proletariado" pretende combater no artigo a "ditadura da gramática culta" para "reduzir o preconceito existente contra as pessoas que 'falam errado'". É a velha manobra defasada de insuflar a luta de classes, mas agora instrumentalizando a linguagem.
Mas foi só vir a público o tema que a sociedade levantou-se espavorida com tal tese maluca dessa verdadeira "pedagogia da ignorância". O bom senso que a opinião pública centrista e conservadora do Brasil colocou a essa manobra preocupou o articulista do PCdoB. "Vivemos num país assustadoramente conservador e preconceituoso, com opiniões majoritárias da população em favor de posições anacrônicas", afirmou o artigo diante desses "preconceitos" dos brasileiros.
"Aqui em Bruzundanga..."
[É o modo dele tratar o Brasil por não ter virado Cuba, China ou membro da URSS décadas atrás].
"...quando falamos em respeitar os direitos humanos, os direitistas falam que estamos ao lado dos bandidos; quando defendemos cotas para negros e pobres, eles dizem que estamos premiando a ignorância; quando dizemos que o corpo da mulher pertence a ela e ela deve decidir sobre ele, os reacionários dizem que o corpo pertence a deus e que as regras do tal deus é que devem prevalecer e nos acusam ainda de estarmos propondo o assassinato de crianças indefesas;..."
[Notem que ele escreveu Deus com "d" minúsculo. Logo mais ele vai reclamar que chamamos eles de ateus, acreditem!]
"... quando se pretende punir os pais que surram os filhos, eles vêm com o argumento de intromissão do governo em assuntos domésticos; quando propomos a união entre homossexuais e o combate contra a homofobia eles dizem que estamos fazendo campanha para o povo fazer opção pelo homossexualismo; quando defendemos o desarmamento, eles afirmam que queremos desarmar o povo e deixar os bandidos bem armados; quando combatemos o racismo, eles dizem que estamos pregando o ódio entre as raças; se somos contra o ensino de religião nas escolas, falam que somos ateus materialistas e que queremos proibir a bíblia".
Viram! Ele achou ruim ser considerado "ateu materialista". O mundo gira mesmo. Isso tudo para ele é "preconceito". Imagine só, um comunista "ateu materialista". Só pode ser coisa da imprensa golpista mesmo.
Galindo acerta ao dizer que essa reação de bom senso é devido a "influência religiosa ainda muito marcante em nossa sociedade". Mas depois o articulista delira. Imagina ele que no Brasil há "dezenas de partidos conservadores presentes na disputa política".
[Image]Aqui, no fundo, há um fator muito perigoso da mentalidade comunista. Para ele, a "influência religiosa" é fonte do "preconceito". Bom, se o preconceito é ruim e tem que ser proibido, então todos aqueles que influem religiosamente no Brasil têm que ser combatidos. Qual é a consequência prática desse raciocínio? Perguntem aos milhões de mortos por perseguição religiosa nos países em que o comunismo dominou ou ainda desgraçadamente domina.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O RESULTADO DA INFILTRAÇÃO SINDICAL NO GOVERNO E ÓRGÃOS CONGÊNERES
Revista Veja denuncia culpados pela crise financeira do Plansfer
A revista VEJA de 19 de janeiro, nas páginas 62 e 63, conta resumidamente a história da gestão irresponsável do SESEF entre 2003 e 2008, que levou à dilapidação de 55 milhões de reais da reserva técnica em Notas do Tesouro Nacional e ainda deixou uma dívida superior a 40 milhões com as entidades prestadoras de serviços.
Só uma subvenção social do Governo Federal pode reequilibrar o orçamento e a qualidade do Plansfer.
Leia aqui a íntegra da reportagem de Daniel Pereira:
O TEOREMA DO FISIOLOGISMO
Às vezes é difícil entender por que partidos consolidados, como o PT e o PMDB, se envolvem em disputas sangrentas por cargos aparentemente sem muita relevância. Quando se tem certos dados em mãos, fica mais fácil. O Serviço Social das Estradas de Ferro (SESEF) é um órgão do Ministério dos Transportes que, desde o fim da década de 80, administra o Plansfer, um plano de saúde de 13000 ferroviários, na maioria aposentados. Em 2003,depois da posse do ex-presidente Lula, o SESEF foi entregue aos cuidados de diretores indicados pelo deputado petista Carlos Santana, do Rio de Janeiro, é simples destrinchar a equação do parlamentar. O “X”: a maioria dos ferroviários mora no Rio de Janeiro, e, portanto, tem-se ali um atraente baú de votos. O “Y”: de olho em dividendos, a ação número 1 da turma do deputado após a nomeação para o cargo foi administrar uma dívida de 55 milhões de reais que o SESEF recebeu do governo federal, recursos imediatamente transformados em um fundo de reserva que deveria garantir o plano de saúde dos ferroviários por muitos anos. O resultado de “X” + “Y”: nesta semana deve ser decretada a liquidação do Plansfer, atolado em denúncias de irregularidades e dívidas que ultrapassam 40 milhões de reais.
O caso SESEF revela com precisão matemática o que quase sempre se esconde na retaguarda da batalha entre os partidos por determinados espaços do governo. O deputado Carlos Santana, um companheiro de sindicalismo do ex-presidente Lula, pediu e levou o controle do SESEF. Para os principais cargos de direção do órgão, nomeou colegas de luta, sindicalistas como ele. Foi seu bom trânsito no governo, em 2003, que garantiu ao petista o direito de administrar o fundo de saúde e também fez com que seus companheiros mantivessem o cargo no segundo mandato do ex-presidente. Os ferroviários levaram algum tempo para compreender a exata dimensão do interesse da companheirada no SESEF. Segundo denúncia apresentada ao Ministério Público e transformada em inquérito na Justiça do Rio de Janeiro, o tal fundo de saúde foi usado para financiar as campanhas eleitorais da Carlos Santana. Intriga de peemedebistas, diriam os petistas. Não nesse caso. O autor da denúncia é Osmar Rodrigues , filiado ao PT do Rio, ex-colega do deputado e ex-presidente do conselho de usuários do Plansfer. Ele relata que o grupo político de Santana pagou festas, shows e até financiou obras irregulares com a verba do plano de saúde. “O SESEF foi aparelhado com pessoal ligado ao meio sindical e ao PT. Foi montado um sofisticado esquema que trabalhava para os sindicatos e candidatos do grupo político do deputado Carlos Santana”, acusa Rodrigues.
Entre as dezenas de irregularidades descobertas, há algumas bizarras, como a contratação de um eletricista por 250 000 reais e a encomenda de milhares de cartões de benefícios, que depois se revelaram uma fraude, às vésperas da campanha eleitoral. “Minha vida pública é marcada pela defesa dos ferroviários. Seria uma incoerência minar o plano. Não vou entrar em disputa política”, explica o parlamentar. Quanto ao dinheiro desviado, Santana diz que desconhece o assunto . Sobre as festas, não pode sequer negar sua participação. Há um acervo de fotografias tiradas por seu irmão. Claudionor, especialmente contratado pelo SESEF para o trabalho. Em janeiro de 2008, a Agência Nacional de Saúde (ANS) instaurou um regime de “direção fiscal” no Plansfer. Essa medida ocorre quando o órgão regulador detecta problemas econômico-financeiros nas operadoras. Além de torrar os 55 milhões de reais do fundo de reserva, a direção petista do SESEF acumulou uma dívida de 40 milhões com hospitais e laboratórios. “ A gestão anterior foi duplamente criminosa, porque, além de gastar a reserva técnica e deixar uma dívida milionária, prejudicou um plano que atende idosos, que dificilmente terão condições de mudar para outra operadora”, diz Jorge Moura, o novo diretor executivo do SESEF, que assumiu o cargo no fim de 2008 e que, desde então, tenta convencer o governo a impedir o fechamento do Plansfer . Em 2006, quando comandava a estrutura, Carlos Santana foi reeleito. Em 2010, longe dela, faltou voto. Agora, no novo governo, o parlamentar pleiteia a direção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O fisiologismo sobrevive assim como praga.
A revista VEJA de 19 de janeiro, nas páginas 62 e 63, conta resumidamente a história da gestão irresponsável do SESEF entre 2003 e 2008, que levou à dilapidação de 55 milhões de reais da reserva técnica em Notas do Tesouro Nacional e ainda deixou uma dívida superior a 40 milhões com as entidades prestadoras de serviços.
Só uma subvenção social do Governo Federal pode reequilibrar o orçamento e a qualidade do Plansfer.
Leia aqui a íntegra da reportagem de Daniel Pereira:
O TEOREMA DO FISIOLOGISMO
Às vezes é difícil entender por que partidos consolidados, como o PT e o PMDB, se envolvem em disputas sangrentas por cargos aparentemente sem muita relevância. Quando se tem certos dados em mãos, fica mais fácil. O Serviço Social das Estradas de Ferro (SESEF) é um órgão do Ministério dos Transportes que, desde o fim da década de 80, administra o Plansfer, um plano de saúde de 13000 ferroviários, na maioria aposentados. Em 2003,depois da posse do ex-presidente Lula, o SESEF foi entregue aos cuidados de diretores indicados pelo deputado petista Carlos Santana, do Rio de Janeiro, é simples destrinchar a equação do parlamentar. O “X”: a maioria dos ferroviários mora no Rio de Janeiro, e, portanto, tem-se ali um atraente baú de votos. O “Y”: de olho em dividendos, a ação número 1 da turma do deputado após a nomeação para o cargo foi administrar uma dívida de 55 milhões de reais que o SESEF recebeu do governo federal, recursos imediatamente transformados em um fundo de reserva que deveria garantir o plano de saúde dos ferroviários por muitos anos. O resultado de “X” + “Y”: nesta semana deve ser decretada a liquidação do Plansfer, atolado em denúncias de irregularidades e dívidas que ultrapassam 40 milhões de reais.
O caso SESEF revela com precisão matemática o que quase sempre se esconde na retaguarda da batalha entre os partidos por determinados espaços do governo. O deputado Carlos Santana, um companheiro de sindicalismo do ex-presidente Lula, pediu e levou o controle do SESEF. Para os principais cargos de direção do órgão, nomeou colegas de luta, sindicalistas como ele. Foi seu bom trânsito no governo, em 2003, que garantiu ao petista o direito de administrar o fundo de saúde e também fez com que seus companheiros mantivessem o cargo no segundo mandato do ex-presidente. Os ferroviários levaram algum tempo para compreender a exata dimensão do interesse da companheirada no SESEF. Segundo denúncia apresentada ao Ministério Público e transformada em inquérito na Justiça do Rio de Janeiro, o tal fundo de saúde foi usado para financiar as campanhas eleitorais da Carlos Santana. Intriga de peemedebistas, diriam os petistas. Não nesse caso. O autor da denúncia é Osmar Rodrigues , filiado ao PT do Rio, ex-colega do deputado e ex-presidente do conselho de usuários do Plansfer. Ele relata que o grupo político de Santana pagou festas, shows e até financiou obras irregulares com a verba do plano de saúde. “O SESEF foi aparelhado com pessoal ligado ao meio sindical e ao PT. Foi montado um sofisticado esquema que trabalhava para os sindicatos e candidatos do grupo político do deputado Carlos Santana”, acusa Rodrigues.
Entre as dezenas de irregularidades descobertas, há algumas bizarras, como a contratação de um eletricista por 250 000 reais e a encomenda de milhares de cartões de benefícios, que depois se revelaram uma fraude, às vésperas da campanha eleitoral. “Minha vida pública é marcada pela defesa dos ferroviários. Seria uma incoerência minar o plano. Não vou entrar em disputa política”, explica o parlamentar. Quanto ao dinheiro desviado, Santana diz que desconhece o assunto . Sobre as festas, não pode sequer negar sua participação. Há um acervo de fotografias tiradas por seu irmão. Claudionor, especialmente contratado pelo SESEF para o trabalho. Em janeiro de 2008, a Agência Nacional de Saúde (ANS) instaurou um regime de “direção fiscal” no Plansfer. Essa medida ocorre quando o órgão regulador detecta problemas econômico-financeiros nas operadoras. Além de torrar os 55 milhões de reais do fundo de reserva, a direção petista do SESEF acumulou uma dívida de 40 milhões com hospitais e laboratórios. “ A gestão anterior foi duplamente criminosa, porque, além de gastar a reserva técnica e deixar uma dívida milionária, prejudicou um plano que atende idosos, que dificilmente terão condições de mudar para outra operadora”, diz Jorge Moura, o novo diretor executivo do SESEF, que assumiu o cargo no fim de 2008 e que, desde então, tenta convencer o governo a impedir o fechamento do Plansfer . Em 2006, quando comandava a estrutura, Carlos Santana foi reeleito. Em 2010, longe dela, faltou voto. Agora, no novo governo, o parlamentar pleiteia a direção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O fisiologismo sobrevive assim como praga.
sábado, 16 de outubro de 2010
REFRESCANDO A MEMÓRIA E REPETINDO A HISTÓRIA
"Estúpido é o povo que não aprende com a experiência alheia" (Otto von Bismarck).
IMAGINE ENTÃO O QUE É O POVO QUE NÃO APRENDE COM A PRÓPRIA
CONVITE AOS MENORES DE 65 ANOS: VAMOS LER ABAIXO AS MANCHETES DE MARÇO DE 1964
COMÍCIO DA CENTRAL DO BRASIL
Ano: 1964
"Uma grande multidão encheu a Praça Cristiano para ouvir o Presidente da República. A manifestação transcorreu em ordem, apenas com ligeiros incidentes, não políticos; logo abafados. O acidente mais grave aconteceu quando uma faixa pegou fogo e, em consequência do pânico, 140 pessoas se feriram. Antes de começar o comício, a explosão de uma bomba feriu sete pessoas. (...)
Cerca de cem mil pessoas ouviram, ontem, na Praça Cristiano Otoni, o Presidente João Goulart e doze outros oradores. A manifestação transcorreu em ordem, registrando-se apenas ligeiros incidentes, logo abafados. O acidente mais sério aconteceu quando uma faixa pegou fogo e se estabeleceu pânico. Sairam feridas 140 pessoas. Antes de começar o comício, a explosão de uma bomba feriu sete pessoas. (...)
Às 19h40m, foi anunciada a presença, no palanque, dos três ministros miltares, General Jair Dantas Ribeiro, do Exército, Brigadeiro Anisio Botelho, da Aeronáutica, e Almirante Sílcio Mota, da Marinha. Na oportunidade, também foi feita alusão ao Almirante Cândido Aragão, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais.
Às 19h44m, chegava ao palanque o Presidente João Goulart, acompanhado em primeiro plano do Sr. Eugênio Caillard, seu secretário particular. No momento em que o Sr. João Goulart subiu ao palanque, discursava o Deputado Doutel de Andrade, em nome do PTB, criticando o capitalismo, e prometendo irrestrito apoio ao Presidente e aos trabalhadores.
A Sra. Maria Teresa Goulart trajava um vestido azul-piscina, e apresentava um penteado que lhe prendia os cabelos no alto. Entrevistada pelos repórteres, afirmou que estava achando o comício "maravilhoso" e que era a favor das reformas de base. (...)
Até depois das 20 horas, quando já estava presente o Presidente Goulart, continuavam chegando delegações ao comício, ficando totalmente tomado todo o quarteirão compreendido entre o Mercado do SAPS e o Panteon Caxias, passando pela primeira pista da Avenida Presidente Vargas. No lado oposto da Praça Cistiano Otoni, a massa se comprimia entre o edifício da Central do Brasil e a ala lateral do Ministério da Guerra, até as imediações da entrada do Túnel João Ricardo. (...)
Entre as faixas empunhadas pelos manifestantes da Praça Cristiano Otoni estavam a s seguintes: "Salve O Glorioso CGT", "Reconhecimento da China Popular", "PCB, Teus Direitos São Sagrados", "Viva O PCB", "Encampação de Capuava", "Abaixo Com As Companhias Estrangeiras", além de várias outras de saudação ao Presidente João Goulart. Outras diziam: "Jango Em 65 - Presidente da República: Trabalhadores Querem Armas Para Defender O Seu Governo". "Sexta Feira, 13, Mas Não É De Agosto", "Brizola 65 - Solução Do Povo", "Jango - Abaixo Com Os Latifúndios E Os Trustes", "Jango - Defenderemos As Reformas A Bala". (...)
O Prof. Darci Ribeiro, chefe do Gabinete Civil da Presidência da república, por três vezes chegou-se ao Presidente João Goulart, quando este discursava, falando qualquer coisa a seu ouvido. Quase imediatamente o Sr. João Goulart passava a abordar outro assunto ainda não ventilado no discurso. O Chefe da Nação, que iniciou seu discurso lendo o que fôra preparado com antecedência, entusiasmou-se com suas palavras e passou a falar de improviso, daí os "sopros" do Sr. Darci Ribeiro, para que nada ficasse esquecido.
D. Maria Teresa chegou sorrindo ao palanque, ficando séria logo após. A cada pedido dos fotógrafos, ela sorria novamente. Quando começaram a soltar fogos de artifício, ela preocupou-se e passou a olhar para os lados e para trás. Durante os 66 minutos do discurso presidencial, permaneceu ao lado do Sr. João Goulart, passando-lhe, a cada momento, o copo d'água gelada. (...)
Terminado o comício, o Presidente João Goulart estava visivelmente exausto. Mal entrou no carro que o conduziria ao Palácio das Laranjeiras, recostou-se no colo de D. Maria Teresa, que lhe acariciou carinhosamente os cabelos." O Globo, 14 de março de 1964.
"Cerca de duzentas mil pessoas tomaram parte na concentração realizada ontem, na Praça da República, em favor das reformas. Desde as 15 horas, era acentuado o movimento de populares a caminho do local do comício, pelas ruas centrais da cidade. A manifestação teve início às 18 horas, quando foi lida a mensagem do povo e autoridades municipais de Porto Alegre, em nome de todo o Rio Grande do Sul, saudando o Presidente João Goulart e os líderes populares pela sua atuação em favor das reformas. A essa altura dos acontecimentos, já se encontravam no palanque várias autoridades, entre as quais os senhores Darcy Ribeiro, Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Marechal Osvino Ferreira Alves, Presidente da Petrobrás, o Ministro Júlio Sambaqui, da Pasta da Educação e o Governador Seixas Dória, de Sergipe. (...)
Antes de ser apresentado o terceiro orador, deputado Sérgio Magalhães, foi anunciado ao povo que o Presidente da República acabara de assinar, no Palácio das Laranjeiras, o Decreto da SUPRA, desapropriando as terras existentes num raio de dez quilômetros dos eixos das rodovias e ferrovias federais, além das terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem.
Logo após ser ouvida a palavra do Governador Miguel Arraes, foi anunciada a assinatura do decreto de encampação das refinarias particulares, como as de Capuava, Manguinhos, Matarazzo e outras. (...)
Às 19 horas e 50 minutos, foi anunciada a chegada do Presidente João Goulart, juntamente com a primeira dama do País, Sra. Maria Teresa Goulart.
Afirmando ao povo que "a hora é das reformas, pois as atuais estruturas ultrapassadas não mais poderão realizar o milagre da salvação nacional de milhões de brasileiros", o Presidente João Goulart pronunciou incisivo discurso no "Comício Pró Reformas de Base". Continuando, o Sr. João Goulart disse que "Só conquistaremos a paz social, através à justiça social. A maioria dos brasileiros não se conforma com a ordem social vigente, imperfeita, injusta e desumana. Esse é o motivo que me leva a lutar pelas reformas, de estruturas, de métodos, de estilos, de trabalho, e de objetivos, pois não é possível progredir sem reformas." (...)" A Noite, 14 de março de 1964.
"Transformou-se numa autêntica festa popular, o comício ontem realizado na Praça Cistiano Ottoni. Ao encontro do presidente da República, uma incalculável multidão deslocou-se desde as primeiras horas da tarde, entoando cantos e trazendo faixas e cartazes, alusivos às suas reivindicações e indicativos do apoio com que pode contar o presidente Goulart nas medidas que vem tomando na defesa dos interesses nacionais.
O entusiasmo que recebia as palavras dos líderes políticos, sindicais e estudantis mostrou uma firme determinação do povo de lutar unido e coeso pela implantação das reformas fundamentais de que o Brasil necessita para a consolidação do seu desenvolvimento. Foi uma evidência, na repercussão que teve nos aplausos da grande massa popular, o sentimento da necessidade de uma efetiva e urgente modificação que reformule o arcaico estatuto da terra ainda vigente entre nós.
Pacífica e ordeiramente, o povo compareceu ao diálogo democrático com o presidente da República e disse-lhe, pela voz dos seus líderes autênticos e pala eloqüência dos seus cartazes e faixas, o que o povo deseja que seja feito para o bem da Nação.
Foi portanto o comício de ontem, uma extraordinária demonstração de pujança do regime democrático, com o povo brasileiro unido ao seu presidente na praça pública, em festivo ato de pleno exercício da Democracia." Diário Carioca, 14 de março de 1964.
"O Presidente João Goulart, depois de assinar, no Palácio das Laranjeiras, o decreto da Supra - o passo inicial para a reforma agrária - e o da encampação de refinarias particulares de petróleo, anunciou ontem no comício da Central do Brasil o tabelamento, dentro de horas, dos aluguéis, e prometeu lutar pela reforma da Constituição, a fim de promover o "desenvolvimento do País com justiça social".
- Nenhuma força será capaz de impedir que o Governo continue a assegurar absoluta liberdade ao povo brasileiro. E para isso podemos declarar, com orgulho, que contamos com a compreensão e o patriotismo das bravas e gloriosas Forças Armadas - disse o Sr. João Goulart em seu discurso na Praça Cristiano Otôni, à noite, perante multidão calculada em 130 mil pessoas e ao lado de sua espôsa Sra. Maria Teresa.
Durante o meeting, cuja ordem foi garantida pela maior demonstração de fôrça bélica já vista em atos dessa natureza, esboçou-se um momento de protesto, com a colocação de velas acessas nas janelas dos apartamentos da Praia do Flamengo, onde reside, o Governador Carlos Lacerda. A sugestão dêsse protesto mudo foi dada através de telefonemas anônimos, mas o movimento restringiu-se a apenas trinta apartamentos.
Também falaram ao povo, no comício, os Srs. Miguel Arrais e Leonel Brizola - este o orador mais aplaudido. O ex-Governador gaúcho pregou a necessidade de uma saída pacífica para "este impasse a que chegamos", sugerindo "uma Constituinte para a eleição de um Congresso popular, um Congresso onde se encontrem trabalhadores e camponeses, onde se encontrem muitos sargentos e oficiais nacionalistas".
Em Brasília, os líderes oposicionistas Bilac Pinto e Pedro Aleixo consideraram subversivas e violadoras da lei as palavras do Sr. Leonel Brizola, estranhando que os Ministros militares, presentes ao palanque da Praça Cristiano Otôni não o houvessem preso em flagrante. O Sr. João Goulart considerou "bom" o discurso do ex-Governador gaúcho. (...)" Jornal do Brasil, 14 de março de 1964.
"Falando a uma multidão de centenas de milhares de pessoas, no palanque diante do qual se viam as fôrças militares, montando guarda ao povo, que conduzia cartazes exigindo sobretudo as reformas e a legalidade do PC, havendo inclusive o foice e o martelo, o presidente João Goulart afirmou que "os milhões de brasileiros que nada têm se impacientam com a demora já agora insuportável, em receber os dividendos de um progresso também construído pelos mais humildes".
Depois de salientar que ali estavam trabalhadores, "vencendo uma campanha de terror ideológico e sabotagem, cuidadosamente organizada para impedir ou perturbar a realização do comício", disse que, dentro de associações de cúpula, de classes convervadoras, "levantou-se voz contra o presidente pelo crime de defender o povo contra os que o exploram nas ruas, em seus lares, movidos pela ganância".
Passou, em seguida, a pregar a reforma da Constituição que tachou de "inadequada, porque legaliza uma estrutura sócio-econômica já superada, injusta e desumana". Ao anunciar que acabava de subscrever o decreto da SUPRA, declarou que "ele não é a reforma agrária pela qual lutamos, ainda não é a carta de alforria do camponês abandonado", acrescentando que "reforma agrária com pagamento prévio do latifúndio improdutivo, à vista e em dinheiro, não é reforma agrária, é negócio agrário, que interessa apenas ao latifundiário".
Voltando a atacar a Carta Magna, fisou que "em todos os países civilizados do mundo já foi suprimida do texto constitucional, a parte que obriga, na desapropriação por interêsse social, o pagamento em dinheiro". Revelou, ainda, o Sr. João Goulart que vai promover "rigorosa e implacável fiscalização dos exploradores" e advertiu: "Aquêles que desrespeitam a lei, explorando o povo - não interessa o tamanho de sua fortuna, nem o tamanho de seu poder, esteja êle em Olaria ou na rua do Acre - hão de responder perante a lei, pelo seu crime". Atacou a Associação Comercial e, ao concluir, disse que os funcionários públicos, médicos e engenheiros terão atendido suas reivindicações. (...)" Diário de Notícias, 14 de março de 1964.
"Guerra civil, fechamento do Congresso, constituinte e até implantação da socialização crescente da economia do País foram os elementos essenciais utilizados pelos oradores do comício de ontem pelas reformas de base, do presidente João Goulart ao deputado Leonel Brizola; do presidente da SUPRA ao representante do CGT. O Sr. João Goulart antecipou o quadro de rovolução civil, ao creditar àqueles que se opõem às reformas um possível derramamento de sangue no País.
O deputado Leonel Brizola pediu o fechamento do Congresso, seguido de constituinte e de plebiscito para as reformas de base que o parlamento não terá votado ao cabo da atual legislatura. O Sr. Miguel Arrais enfatizou o aspecto "altamente significativo" da encampação das refinarias de petróleo. E os demais oradores detiveram-se, entre as reformas e a revolução. (...)
"Falando à Tribuna logo após o comício da Central, o governador Carlos Lacerda acusou o Sr. João Goulart de ter, desta vez, furado a barreira da Constituição, e conclamou o Congresso a "levantar-se e defender o que resta da liberdade e da paz neste País".
- O comício - declarou o Sr. Carlos Lacerda - foi um assalto à Constituição, ao bolso e à honra do povo. O discurso do Sr. João Goulart é subversivo e provocador, além de estúpido. O pavor de perder o contrôle sobre as negociatas e escândalos de toda a ordem, que abafa com a sua autoridade presidencial, fê-lo perder a cabeça. Esse homem já não sabe o que faz. (...)" Tribuna da Imprensa, 14 de maio de 1964.
AS MANCHETES
Concentração Servirá De Senda Para Invasão De Terras -
Comício Inicia Agitação -
1) Lavradores Mobilizados Para Invasões De Fazendas
2) Rebeliões Marcadas Para Eclodir Após Concentração
3) Conselho De Segurança Faz Levantamento Da Situação
O Comício Contra A Guanabara (Tribuna da Imprensa)
1) O Discurso Do Sr. João Goulart, No Comício Da Central Do Brasil, Deixou Claro Para Os Que O Ouviram Os Seus Propósitos Espúrios De Continuísmo - Leonel Brizola Voltou A Ser Cúmplice
2) Concentração Custou Trezentos E Cinqüenta Milhões De Cruzeiros, Pagos Com Recursos Proporcionados Por Autarquias - O Instituto Do Açucar Participou Com Duzentos Milhões De Cruzeiros
3) Encampação Das Refinarias Foi Imposição De Brizola Para Comparecer À Concentração Sindical
Pedido De Emenda À Constituição Tem Fins Continuístas
Pregação Contra O Congresso Provoca A Reação Parlamentar
Atmosfera Revolucionária No Ato Da Encampação E Desapropriação (Tribuna da Imprensa)
Estado Toma Conta De Refinarias E Vai A Latifúndios
Constituição Não Serve Mais (Diário de Notícias)
Goulart Decreta A Desapropriação De Terras, Encampa Refinarias E Pede Nova Constituição (Jornal do Brasil)
Treze Oradores Falaram No Comício Das Reformas (O Globo)
No Comício De Ontem Na Central Do Brasil O Presidente Formula O Seu Programa: Progresso Com Justiça e Desenvolvimento Com Igualdade
(A Noite)
Pacto Do Povo Com Jango: Reformas A Qualquer Preço (Diário Carioca)
IMAGINE ENTÃO O QUE É O POVO QUE NÃO APRENDE COM A PRÓPRIA
CONVITE AOS MENORES DE 65 ANOS: VAMOS LER ABAIXO AS MANCHETES DE MARÇO DE 1964
COMÍCIO DA CENTRAL DO BRASIL
Ano: 1964
"Uma grande multidão encheu a Praça Cristiano para ouvir o Presidente da República. A manifestação transcorreu em ordem, apenas com ligeiros incidentes, não políticos; logo abafados. O acidente mais grave aconteceu quando uma faixa pegou fogo e, em consequência do pânico, 140 pessoas se feriram. Antes de começar o comício, a explosão de uma bomba feriu sete pessoas. (...)
Cerca de cem mil pessoas ouviram, ontem, na Praça Cristiano Otoni, o Presidente João Goulart e doze outros oradores. A manifestação transcorreu em ordem, registrando-se apenas ligeiros incidentes, logo abafados. O acidente mais sério aconteceu quando uma faixa pegou fogo e se estabeleceu pânico. Sairam feridas 140 pessoas. Antes de começar o comício, a explosão de uma bomba feriu sete pessoas. (...)
Às 19h40m, foi anunciada a presença, no palanque, dos três ministros miltares, General Jair Dantas Ribeiro, do Exército, Brigadeiro Anisio Botelho, da Aeronáutica, e Almirante Sílcio Mota, da Marinha. Na oportunidade, também foi feita alusão ao Almirante Cândido Aragão, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais.
Às 19h44m, chegava ao palanque o Presidente João Goulart, acompanhado em primeiro plano do Sr. Eugênio Caillard, seu secretário particular. No momento em que o Sr. João Goulart subiu ao palanque, discursava o Deputado Doutel de Andrade, em nome do PTB, criticando o capitalismo, e prometendo irrestrito apoio ao Presidente e aos trabalhadores.
A Sra. Maria Teresa Goulart trajava um vestido azul-piscina, e apresentava um penteado que lhe prendia os cabelos no alto. Entrevistada pelos repórteres, afirmou que estava achando o comício "maravilhoso" e que era a favor das reformas de base. (...)
Até depois das 20 horas, quando já estava presente o Presidente Goulart, continuavam chegando delegações ao comício, ficando totalmente tomado todo o quarteirão compreendido entre o Mercado do SAPS e o Panteon Caxias, passando pela primeira pista da Avenida Presidente Vargas. No lado oposto da Praça Cistiano Otoni, a massa se comprimia entre o edifício da Central do Brasil e a ala lateral do Ministério da Guerra, até as imediações da entrada do Túnel João Ricardo. (...)
Entre as faixas empunhadas pelos manifestantes da Praça Cristiano Otoni estavam a s seguintes: "Salve O Glorioso CGT", "Reconhecimento da China Popular", "PCB, Teus Direitos São Sagrados", "Viva O PCB", "Encampação de Capuava", "Abaixo Com As Companhias Estrangeiras", além de várias outras de saudação ao Presidente João Goulart. Outras diziam: "Jango Em 65 - Presidente da República: Trabalhadores Querem Armas Para Defender O Seu Governo". "Sexta Feira, 13, Mas Não É De Agosto", "Brizola 65 - Solução Do Povo", "Jango - Abaixo Com Os Latifúndios E Os Trustes", "Jango - Defenderemos As Reformas A Bala". (...)
O Prof. Darci Ribeiro, chefe do Gabinete Civil da Presidência da república, por três vezes chegou-se ao Presidente João Goulart, quando este discursava, falando qualquer coisa a seu ouvido. Quase imediatamente o Sr. João Goulart passava a abordar outro assunto ainda não ventilado no discurso. O Chefe da Nação, que iniciou seu discurso lendo o que fôra preparado com antecedência, entusiasmou-se com suas palavras e passou a falar de improviso, daí os "sopros" do Sr. Darci Ribeiro, para que nada ficasse esquecido.
D. Maria Teresa chegou sorrindo ao palanque, ficando séria logo após. A cada pedido dos fotógrafos, ela sorria novamente. Quando começaram a soltar fogos de artifício, ela preocupou-se e passou a olhar para os lados e para trás. Durante os 66 minutos do discurso presidencial, permaneceu ao lado do Sr. João Goulart, passando-lhe, a cada momento, o copo d'água gelada. (...)
Terminado o comício, o Presidente João Goulart estava visivelmente exausto. Mal entrou no carro que o conduziria ao Palácio das Laranjeiras, recostou-se no colo de D. Maria Teresa, que lhe acariciou carinhosamente os cabelos." O Globo, 14 de março de 1964.
"Cerca de duzentas mil pessoas tomaram parte na concentração realizada ontem, na Praça da República, em favor das reformas. Desde as 15 horas, era acentuado o movimento de populares a caminho do local do comício, pelas ruas centrais da cidade. A manifestação teve início às 18 horas, quando foi lida a mensagem do povo e autoridades municipais de Porto Alegre, em nome de todo o Rio Grande do Sul, saudando o Presidente João Goulart e os líderes populares pela sua atuação em favor das reformas. A essa altura dos acontecimentos, já se encontravam no palanque várias autoridades, entre as quais os senhores Darcy Ribeiro, Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Marechal Osvino Ferreira Alves, Presidente da Petrobrás, o Ministro Júlio Sambaqui, da Pasta da Educação e o Governador Seixas Dória, de Sergipe. (...)
Antes de ser apresentado o terceiro orador, deputado Sérgio Magalhães, foi anunciado ao povo que o Presidente da República acabara de assinar, no Palácio das Laranjeiras, o Decreto da SUPRA, desapropriando as terras existentes num raio de dez quilômetros dos eixos das rodovias e ferrovias federais, além das terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem.
Logo após ser ouvida a palavra do Governador Miguel Arraes, foi anunciada a assinatura do decreto de encampação das refinarias particulares, como as de Capuava, Manguinhos, Matarazzo e outras. (...)
Às 19 horas e 50 minutos, foi anunciada a chegada do Presidente João Goulart, juntamente com a primeira dama do País, Sra. Maria Teresa Goulart.
Afirmando ao povo que "a hora é das reformas, pois as atuais estruturas ultrapassadas não mais poderão realizar o milagre da salvação nacional de milhões de brasileiros", o Presidente João Goulart pronunciou incisivo discurso no "Comício Pró Reformas de Base". Continuando, o Sr. João Goulart disse que "Só conquistaremos a paz social, através à justiça social. A maioria dos brasileiros não se conforma com a ordem social vigente, imperfeita, injusta e desumana. Esse é o motivo que me leva a lutar pelas reformas, de estruturas, de métodos, de estilos, de trabalho, e de objetivos, pois não é possível progredir sem reformas." (...)" A Noite, 14 de março de 1964.
"Transformou-se numa autêntica festa popular, o comício ontem realizado na Praça Cistiano Ottoni. Ao encontro do presidente da República, uma incalculável multidão deslocou-se desde as primeiras horas da tarde, entoando cantos e trazendo faixas e cartazes, alusivos às suas reivindicações e indicativos do apoio com que pode contar o presidente Goulart nas medidas que vem tomando na defesa dos interesses nacionais.
O entusiasmo que recebia as palavras dos líderes políticos, sindicais e estudantis mostrou uma firme determinação do povo de lutar unido e coeso pela implantação das reformas fundamentais de que o Brasil necessita para a consolidação do seu desenvolvimento. Foi uma evidência, na repercussão que teve nos aplausos da grande massa popular, o sentimento da necessidade de uma efetiva e urgente modificação que reformule o arcaico estatuto da terra ainda vigente entre nós.
Pacífica e ordeiramente, o povo compareceu ao diálogo democrático com o presidente da República e disse-lhe, pela voz dos seus líderes autênticos e pala eloqüência dos seus cartazes e faixas, o que o povo deseja que seja feito para o bem da Nação.
Foi portanto o comício de ontem, uma extraordinária demonstração de pujança do regime democrático, com o povo brasileiro unido ao seu presidente na praça pública, em festivo ato de pleno exercício da Democracia." Diário Carioca, 14 de março de 1964.
"O Presidente João Goulart, depois de assinar, no Palácio das Laranjeiras, o decreto da Supra - o passo inicial para a reforma agrária - e o da encampação de refinarias particulares de petróleo, anunciou ontem no comício da Central do Brasil o tabelamento, dentro de horas, dos aluguéis, e prometeu lutar pela reforma da Constituição, a fim de promover o "desenvolvimento do País com justiça social".
- Nenhuma força será capaz de impedir que o Governo continue a assegurar absoluta liberdade ao povo brasileiro. E para isso podemos declarar, com orgulho, que contamos com a compreensão e o patriotismo das bravas e gloriosas Forças Armadas - disse o Sr. João Goulart em seu discurso na Praça Cristiano Otôni, à noite, perante multidão calculada em 130 mil pessoas e ao lado de sua espôsa Sra. Maria Teresa.
Durante o meeting, cuja ordem foi garantida pela maior demonstração de fôrça bélica já vista em atos dessa natureza, esboçou-se um momento de protesto, com a colocação de velas acessas nas janelas dos apartamentos da Praia do Flamengo, onde reside, o Governador Carlos Lacerda. A sugestão dêsse protesto mudo foi dada através de telefonemas anônimos, mas o movimento restringiu-se a apenas trinta apartamentos.
Também falaram ao povo, no comício, os Srs. Miguel Arrais e Leonel Brizola - este o orador mais aplaudido. O ex-Governador gaúcho pregou a necessidade de uma saída pacífica para "este impasse a que chegamos", sugerindo "uma Constituinte para a eleição de um Congresso popular, um Congresso onde se encontrem trabalhadores e camponeses, onde se encontrem muitos sargentos e oficiais nacionalistas".
Em Brasília, os líderes oposicionistas Bilac Pinto e Pedro Aleixo consideraram subversivas e violadoras da lei as palavras do Sr. Leonel Brizola, estranhando que os Ministros militares, presentes ao palanque da Praça Cristiano Otôni não o houvessem preso em flagrante. O Sr. João Goulart considerou "bom" o discurso do ex-Governador gaúcho. (...)" Jornal do Brasil, 14 de março de 1964.
"Falando a uma multidão de centenas de milhares de pessoas, no palanque diante do qual se viam as fôrças militares, montando guarda ao povo, que conduzia cartazes exigindo sobretudo as reformas e a legalidade do PC, havendo inclusive o foice e o martelo, o presidente João Goulart afirmou que "os milhões de brasileiros que nada têm se impacientam com a demora já agora insuportável, em receber os dividendos de um progresso também construído pelos mais humildes".
Depois de salientar que ali estavam trabalhadores, "vencendo uma campanha de terror ideológico e sabotagem, cuidadosamente organizada para impedir ou perturbar a realização do comício", disse que, dentro de associações de cúpula, de classes convervadoras, "levantou-se voz contra o presidente pelo crime de defender o povo contra os que o exploram nas ruas, em seus lares, movidos pela ganância".
Passou, em seguida, a pregar a reforma da Constituição que tachou de "inadequada, porque legaliza uma estrutura sócio-econômica já superada, injusta e desumana". Ao anunciar que acabava de subscrever o decreto da SUPRA, declarou que "ele não é a reforma agrária pela qual lutamos, ainda não é a carta de alforria do camponês abandonado", acrescentando que "reforma agrária com pagamento prévio do latifúndio improdutivo, à vista e em dinheiro, não é reforma agrária, é negócio agrário, que interessa apenas ao latifundiário".
Voltando a atacar a Carta Magna, fisou que "em todos os países civilizados do mundo já foi suprimida do texto constitucional, a parte que obriga, na desapropriação por interêsse social, o pagamento em dinheiro". Revelou, ainda, o Sr. João Goulart que vai promover "rigorosa e implacável fiscalização dos exploradores" e advertiu: "Aquêles que desrespeitam a lei, explorando o povo - não interessa o tamanho de sua fortuna, nem o tamanho de seu poder, esteja êle em Olaria ou na rua do Acre - hão de responder perante a lei, pelo seu crime". Atacou a Associação Comercial e, ao concluir, disse que os funcionários públicos, médicos e engenheiros terão atendido suas reivindicações. (...)" Diário de Notícias, 14 de março de 1964.
"Guerra civil, fechamento do Congresso, constituinte e até implantação da socialização crescente da economia do País foram os elementos essenciais utilizados pelos oradores do comício de ontem pelas reformas de base, do presidente João Goulart ao deputado Leonel Brizola; do presidente da SUPRA ao representante do CGT. O Sr. João Goulart antecipou o quadro de rovolução civil, ao creditar àqueles que se opõem às reformas um possível derramamento de sangue no País.
O deputado Leonel Brizola pediu o fechamento do Congresso, seguido de constituinte e de plebiscito para as reformas de base que o parlamento não terá votado ao cabo da atual legislatura. O Sr. Miguel Arrais enfatizou o aspecto "altamente significativo" da encampação das refinarias de petróleo. E os demais oradores detiveram-se, entre as reformas e a revolução. (...)
"Falando à Tribuna logo após o comício da Central, o governador Carlos Lacerda acusou o Sr. João Goulart de ter, desta vez, furado a barreira da Constituição, e conclamou o Congresso a "levantar-se e defender o que resta da liberdade e da paz neste País".
- O comício - declarou o Sr. Carlos Lacerda - foi um assalto à Constituição, ao bolso e à honra do povo. O discurso do Sr. João Goulart é subversivo e provocador, além de estúpido. O pavor de perder o contrôle sobre as negociatas e escândalos de toda a ordem, que abafa com a sua autoridade presidencial, fê-lo perder a cabeça. Esse homem já não sabe o que faz. (...)" Tribuna da Imprensa, 14 de maio de 1964.
AS MANCHETES
Concentração Servirá De Senda Para Invasão De Terras -
Comício Inicia Agitação -
1) Lavradores Mobilizados Para Invasões De Fazendas
2) Rebeliões Marcadas Para Eclodir Após Concentração
3) Conselho De Segurança Faz Levantamento Da Situação
O Comício Contra A Guanabara (Tribuna da Imprensa)
1) O Discurso Do Sr. João Goulart, No Comício Da Central Do Brasil, Deixou Claro Para Os Que O Ouviram Os Seus Propósitos Espúrios De Continuísmo - Leonel Brizola Voltou A Ser Cúmplice
2) Concentração Custou Trezentos E Cinqüenta Milhões De Cruzeiros, Pagos Com Recursos Proporcionados Por Autarquias - O Instituto Do Açucar Participou Com Duzentos Milhões De Cruzeiros
3) Encampação Das Refinarias Foi Imposição De Brizola Para Comparecer À Concentração Sindical
Pedido De Emenda À Constituição Tem Fins Continuístas
Pregação Contra O Congresso Provoca A Reação Parlamentar
Atmosfera Revolucionária No Ato Da Encampação E Desapropriação (Tribuna da Imprensa)
Estado Toma Conta De Refinarias E Vai A Latifúndios
Constituição Não Serve Mais (Diário de Notícias)
Goulart Decreta A Desapropriação De Terras, Encampa Refinarias E Pede Nova Constituição (Jornal do Brasil)
Treze Oradores Falaram No Comício Das Reformas (O Globo)
No Comício De Ontem Na Central Do Brasil O Presidente Formula O Seu Programa: Progresso Com Justiça e Desenvolvimento Com Igualdade
(A Noite)
Pacto Do Povo Com Jango: Reformas A Qualquer Preço (Diário Carioca)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A NATUREZA DO COMUNISMO
Uma rã estava à margem de um rio, quando avistou um escorpião. Por instinto, entrou um pouco na água. Aproximando-se, o escorpião disse: "- Dona rã, bom dia. Tem um congresso internacional de escorpiões do outro lado, e estou em cima da hora. Não poderia dar-me uma carona, levando-me nas suas costas?" A rã, surpresa, respondeu de plano: "- E você acha que sou boba?!! No meio do rio, você me ferroa e eu morro! Conheço sua fama!!" Ao que o esperto escorpião replicou: "- E você acha que eu seria tão estúpido?! Olhe que absurdo, que falta de lógica: se eu a picar, morreremos ambos, pois eu não sei nadar!!"
A rã, ante esta resposta, caiu em si e disse: "- É, realmente seria um absurdo, sem lógica alguma, você não seria louco. Mas assim que chegarmos, você salta para a terra, eu fico uns centímetros na água, certo?" "- Claro! Sem problemas!" respondeu o escorpião, saltando em suas costas. E lá foram. No meio do rio, a rã sentiu na nuca a ferroada mortal. Apavorada, gritou: "-Você é louco! Disse que seria um absurdo, que não tinha lógica picar-me! Agora vamos ambos morrer! Gemeu a rã. Ao que o escorpião retrucou: "- Desculpe-me, não pude evitar: é a minha natureza!"
Assim é a natureza do socialismo ou comunismo: não há versão "light"; há versão disfarçada, contida, velada, falsa, enquanto não assume o poder total; tão logo chegue aonde planejou, isto é, ao poder total, ele irá picar toda a sociedade com seu veneno mortal, controlando-a nos detalhes do quotidiano, estabelecendo regras infinitas, proibindo, tolhendo, cerceando, até aniquilar toda e qualquer individualidade, toda e qualquer iniciativa privada, toda e qualquer propriedade, todo e qualquer pensamento ou opinião contrária ou até levemente discordante, até chegar aonde sua natureza o conduz: ao controle férreo das pessoas, transformadas em "massas," e a criação das duas únicas classes que o comunismo comporta: a da sociedade escrava e a dos senhores dirigentes, chefes de grupo, líderes intelectuais, dirigentes, fiscais, espiões, delatores e demais escorpiões, infiltrados em todos os segmentos da sociedade, transformada em uma triste e inerte massa de rãs mortas.
A rã, ante esta resposta, caiu em si e disse: "- É, realmente seria um absurdo, sem lógica alguma, você não seria louco. Mas assim que chegarmos, você salta para a terra, eu fico uns centímetros na água, certo?" "- Claro! Sem problemas!" respondeu o escorpião, saltando em suas costas. E lá foram. No meio do rio, a rã sentiu na nuca a ferroada mortal. Apavorada, gritou: "-Você é louco! Disse que seria um absurdo, que não tinha lógica picar-me! Agora vamos ambos morrer! Gemeu a rã. Ao que o escorpião retrucou: "- Desculpe-me, não pude evitar: é a minha natureza!"
Assim é a natureza do socialismo ou comunismo: não há versão "light"; há versão disfarçada, contida, velada, falsa, enquanto não assume o poder total; tão logo chegue aonde planejou, isto é, ao poder total, ele irá picar toda a sociedade com seu veneno mortal, controlando-a nos detalhes do quotidiano, estabelecendo regras infinitas, proibindo, tolhendo, cerceando, até aniquilar toda e qualquer individualidade, toda e qualquer iniciativa privada, toda e qualquer propriedade, todo e qualquer pensamento ou opinião contrária ou até levemente discordante, até chegar aonde sua natureza o conduz: ao controle férreo das pessoas, transformadas em "massas," e a criação das duas únicas classes que o comunismo comporta: a da sociedade escrava e a dos senhores dirigentes, chefes de grupo, líderes intelectuais, dirigentes, fiscais, espiões, delatores e demais escorpiões, infiltrados em todos os segmentos da sociedade, transformada em uma triste e inerte massa de rãs mortas.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
COMUNISMO: Alien, o 9º Passageiro
Se você assistiu a série de ficção científica “Alien, o 8º Passageiro”, vai entender imediatamente esse alerta. Na trilogia, um tripulante humano de uma nave é contaminado por um monstro parasita, que se desenvolve em seu ventre, rasga-o para sair, cresce muito rápido, é carnívoro, voraz, selvagem e muito inteligente, além de reproduzir-se em profusão.
Os filmes são assustadores e proféticos, pois se alguma nave alienígena aparecer em sua frente, a probabilidade de Aliens estarem procurando entre proteína ou amizade é de 100 para 1.
No tempo da criação do monstro filosófico-político chamado comunismo (Séc. IXX), as pessoas eram muito pobres ou muito ricas, e a maioria esmagadora era pobre. Nascido pobre, a chance de enriquecer era quase nenhuma. Era dificílimo mudar para uma classe social melhor. Isso, há mais ou menos cento e cinquenta anos.
Hoje, as coisas são totalmente diferentes; pode-se enriquecer em poucos anos, com trabalho honesto, árduo, com inteligência, tino, oportunidade e pouco investimento inicial . Basta assistir o programa dominical “Pequenas Empresas, Grandes Negócios.” Milhares de pessoas, com boas ideias, determinação, vontade e fé, começaram como vendedores de salgadinhos ou doces, catando papelão, e hoje são proprietários de pequenas, médias e até grandes empresas, gerando milhares de empregos e trazendo renda para milhares de famílias. Olhe só o Globo Rural, da Rede Globo, um dos exemplos e o pioneiro: há trinta anos ensina ao Brasil o agronegócio, a plantar, criar, empreender, enfim, subir na vida honestamente. Você conhece algum programa assim que seja do governo?
Voltando ao parágrafo anterior, há cem anos atrás os comunistas não tinham nada, e para provar sua teoria de alcançar a felicidade na terra, dividindo tudo, tinha que tomar as propriedades dos outros. Tomaram, mataram, dominaram a metade do mundo durante mais de setenta anos e olhe no que deu: caiu o Muro de Berlim em 1989 e aquele castelo de cartas, aquele embuste que só serviu para escravizar os povos dominados, sob a desculpa de “acabar com as classes sociais, com a burguesia”, criou e manteve, na realidade, por mais de setenta anos, somente duas classes: a do povo, das ”massas”, como eles gostam de dizer, que virou escrava, e a dos senhores, eles, os dirigentes, os sindicalistas, os agitadores estudantis, os intelectuais que não trabalhavam, sendo alguns até filhos de gente rica. Eles, os dirigentes, viraram os senhores, os chefes, as cabeças pensantes autoencarregadas de conduzir “as massas” ao reino da felicidade ainda na terra, ao reino da fartura, da justiça e da igualdade.
Hoje, novamente as coisas são totalmente diferentes: o comunismo internacional movimenta bilhões, o MST movimenta milhões, e se quisessem, comprariam fazendas de milhares de alqueires e poderiam provar sua teoria – criar superpropriedades, poderosas, prósperas, abundantes, e produzir milhares de toneladas de alimentos, gado, etc...
Então, por que não fazem isso? Perguntaria você. Porque não funcionará. Sistema coletivo nenhum funciona. Não há estímulo, trabalhando bem ou mal, muito ou pouco, todos ganham a mesma coisa, e isso desanima qualquer um, traz revolta, traz inveja e desânimo ; todos dependem de ordens de um chefão local, ninguém decide nada por si, a pessoa vira um robô, um autômato, perde a iniciativa, o entusiasmo, a criatividade, vira um zumbi ambulante. Então eles continuam vociferando contra a propriedade privada, contra o lucro, contra a livre iniciativa, prometendo que um dia, quando tomarem o poder, a coisa vai ser diferente. Eles, o comunistas/socialistas e assemelhados, vivem disso, de promessas futuras. Você já viu na televisão algum filme sobre os assentamentos do MST mostrando fartura, produção abundante, todos alegres? Não há. Os assentamentos são favelas rurais, todos comandados de fato por um chefão, esse sim, explorador, mandão e cheio de privilégios. Quando muito, talvez em alguns, plantam para comer, mas complementados com cestas básicas e bolsas- família do governo.
E você já notou que comunista raramente denuncia prefeito, vereador, deputado ou senador envolvido em escândalo? Quem faz isso diuturnamente é a mídia privada. Eles raramente denunciam detentores de cargos públicos, porque a vida deles depende desses cargos. Você já ouviu algum comunista falar que há municípios demais no Brasil? Quase cinco mil e setecentos? Jamais vão falar isso, porque eles amam a coisa pública, vivem disso. Você nunca vai ver um comunista bom médico, bom engenheiro, bom dentista, bom lojista, bom patrão ou bom empregado. De modo algum. Mal entrou ele em alguma fábrica ou no serviço público, dá um jeito de ir para o sindicato e nunca mais sai de lá, nunca mais voltará para o torno, irá ou voltará a alguma atividade produtiva. Vai se aprofundar na teoria marxista-leninista, fazer cursos, praguejar contra a iniciativa privada e propagar pelo resto da vida, sem senso do ridículo, essas teorias patéticas e anacrônicas, inventadas á mais de 150 anos por intelectuais preguiçosos, avessos ao trabalho diário, regular, árduo e produtivo em bens e serviços. Por isso ele entra em pânico quando falam em privatizar a Petrofóssil e outras Brás por aí e todas as empresas públicas. Como ele, sindicalista, político fracassado ou sem mandato e sem profissão definida, chegará a diretor, chefe, assessor, coordenador, supervisor, talvez presidente de uma empresa? Só se ela for pública, pois na iniciativa privada ele jamais chegaria ao topo sem estudo, competência e trabalho duro, constante, rotineiro e longo, muito longo, de anos de duração.
Quer ver uma diferença gritante entre a coisa pública e a privada? Muito simples: antes de a telefonia ser privatizada pelo governo do Fernando Henrique, quanto custava um telefone? 2, 3, 4, e até 12 mil reais. Lembra-se? E quanto tempo você ficava na fila esperando um? 1, 2 3 e até 5 anos. Não acredita? Pergunte ao seu pai ou seu avô. A conta até que não era cara, só não se tinha telefone.
E hoje? Há mais de 190 milhões de telefones celulares no Brasil. A conta não é barata, mas telefone não foi feito para se ficar pendurado nele, e sim para falar o essencial. Até mendigo pode ter um celular. E o fixo? Custa R$ 70,00 e instalam em 2 dias.
Mas se dependesse dos comunistas, eles reestatizariam todas as empresas telefônicas estaduais que foram privatizadas e tomariam as operadoras privadas. Você acha isso certo? Você não precisa ler Marx, Gramsci e outros filósofos do absurdo para entender que o comunismo é uma droga. Isso mesmo, uma droga como a maconha, a cocaína e a heroína, e vicia. É comprovadamente o ópio dos intelectuais, artistas, escritores e refinados em geral, com muito poucas exceções. Não fosse assim, como explicar, à luz da ciência, da lógica ou do bom senso, que uma pessoa estudada, letrada, seja admiradora de um ditador cruel e messiânico, há mais de 50 anos no poder, ou um candidato a ditador grosseiro, mal educado e bufão, que quer anexar todo o norte da América do Sul, ou de um presidente de um país que acha que outra nação deve ser “varrida do mapa”, ou de um ditador oriental que vive ameaçando jogar bombas nos vizinhos e comanda um país-prisão, onde ser descoberto com um telefone celular dá prisão perpétua?
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS: A TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO, PELA LEI, DE PRINCÍPIOS MORAIS E BIOLÓGICOS UNIVERSAIS
Leia atentamente; vamos comentar cada item.
Programa Nacional de Direitos Humanos–3 (RESPONSABILIDADE DO GOVERNO FEDERAL)
Objetivo estratégico V:
Garantia do respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero.
Ações programáticas:
a) Desenvolver políticas afirmativas e de promoção de uma cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, favorecendo a visibilidade e o reconhecimento social.
Questão: A partir de qual idade do filho um pai vai ser obrigado a respeitar sua “livre orientação sexual”? Seis, oito, dez anos?
Será legalmente impedido de procurar auxílio de especialista, se notar que a criança se “manifesta contrariamente ao seu sexo biológico”?
b) Apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a aprovação de legislação que reconheça a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Questão: Imagine dois procuradores, ou juízes, ou deputados, unidos legalmente: um falece, o companheiro tem direito à pensão. Resultado: terá uma renda, somados os vencimentos e a pensão, de mais de trinta, quarenta ou cinqüenta mil reais mensais, para o resto da vida. É socialmente justo isso? A pensão foi instituída visando a viúva, do lar, sem profissão, que sobrevivia ao marido e ficava com o encargo de criar os filhos, naquela época em geral numerosos, e em tempo integral.
c) Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos.
Recomendações:
• Recomenda-se ao Poder Judiciário a realização de campanhas de sensibilização de juízes para evitar preconceitos em processos de adoção por casais homoafetivos.
• Recomenda-se ao Poder Legislativo elaboração de projeto de lei que garanta o direito de adoção por casais homoafetivos.
Questão: Imagine um menino, de um ano, adotado por um par de homens: quem imitará, quando chegar à idade de imitar os pais adultos? O másculo ou o efeminado, se for o caso? E se os dois derem livre vazão a trejeitos, na intimidade do lar? Como aconselharão o filho a se portar? Como os colegas de escola reagirão, nas reuniões de pais e professores, se forem os dois pais? Ensinarão, à força, à classe de crianças, que isso é absolutamente normal?
Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades
d) Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade.
Questão: As configurações familiares poderão prever, p. ex., TRÊS pessoas que coabitam sob o mesmo teto? Ou QUATRO, CINCO, de modo a dividir uma boa pensão, por exemplo, do parceiro que vier a falecer?
A DESCONSTRUÇÃO DA HETERONORMATIVIDADE:
1º. A heterossexualidade (o termo biológico normal e comum a todas as espécies animais e vegetais, com raras exceções) não foi NORMATIZADA pelo ser humano, ninguém a criou como norma, foi estabelecida pela Natureza, há milhões de anos, desde que a vida surgiu na face da terra. O vocábulo certo é HETERONORMALIDADE.
2º. Lei alguma conseguirá DESCONSTRUIR A HETERONORMALIDADE nem impor o considerado normal, em uma categoria minoritária, à maioria heterossexual, sem a hipótese do confronto, EM INÚMERAS SITUAÇÕES.
e) Desenvolver meios para garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Parceiro: Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
Recomendação: Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e municípios a promoção de ações que visam a garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.
Questão: Imagine uma autoridade, militar ou civil, agora amparada por lei a “expressar sua sexualidade”, chamando você, que é seu ordenança ou secretário, ao final do expediente, e dizendo: -“ Pode me chamar agora de Fulana, é meu nome social. Traga um drinque para nós dois, já, ou mando-o para a cadeia (ou o mando embora da firma)”.
Quem, na face da terra, sob qual lei, vai sentir-se obrigado a manter a compostura, em uma situação dessas?
RESUMO GERAL:
Homossexual algum, em qualquer época ou povo, optou pelo desvio. Não existe a chamada "opção sexual". É muito improvável que alguém sinta orgulho, júbilo, segurança, surpresa agradável ou autoaceitação plena, ao descobrir sua inclinação sexual diferente da maioria de seu sexo. Normalmente é surpreendido pelo choque, surpresa, ou vergonha, ou profunda angústia, no princípio rejeitando e procurando ignorar os impulsos que percebe, frontalmente desvirtuados. Então vem o período de tormentoso confronto consigo próprio.
Dependendo do grau de sua inclinação e da sua estrutura emocional, somados ao meio em que vive, pode ser até ser levado à aceitação ou, pelo contrário, ao desespero, às drogas, ao suicídio; em tempos mais modernos, em idade variada, rende-se, finalmente, ao impulso, ao mesmo tempo atraente e repulsivo para si próprio; na maioria esmagadora das vezes, há um adulto criminoso ou alguém do mesmo sexo, mais velho, na sua infância e na raiz do desvio. Quando finalmente “se assume”, como se diz, muitas vezes adota conduta e postura estereotipada, vindo então os gestos e trejeitos caricatos da postura comum ao sexo contrário, a entonação de voz fabricada e conhecida do público nos quadros humorísticos e jocosos sobre o tema, que, na realidade, é trágico e patético. Basta observar na insistência, de uns anos para cá, em programas e novelas, da inserção obrigatória de uma ou mais figura "gay", sempre, como se fosse até ordem da produção.
Nenhum homossexual, de sã consciência, gostaria de gerar um filho `a sua imagem.
Educar e ensinar a tolerância, o respeito às individualidades, o convívio com as diferenças, mesmo que anormais, portanto, é postura louvável, humana e civilizada. Mas impor uma aceitação como normalidade, à força de lei, daquilo que em si é contrário à natureza biológica dos seres, e querer silenciar, também à força de lei, o livre direito às opiniões contrárias, é impossível e muito perigoso, além de ser inconstitucional; e tal artificialidade certamente aumentará, de modo velado, a tensão entre as correntes contrárias, até à explosão. E um dia virá a lei, à força, impor o reconhecimento do direito da criança de três ou quatro anos a “manifestar sua livre e incipiente opção pela homossexualidade”, por querer usar trajes e adereços do outro sexo e os pais quererem e não poderem impedir.
Isso, com toda certeza, mais cedo ou mais tarde, desembocará em confronto sangrento entre facções e grupos exacerbados pelo acúmulo de imposições legais absurdas e destituídas de bom senso. Qualquer pessoa de mediana capacidade de análise percebe isso. Para os intelectuais que criaram esse monstro legal, é tática gramcista, eles sabem disso e devem estar, a essas alturas, radiantes com a infiltração e o grau de quebra do senso comum, até agora já conseguidos na sociedade. Devem, portanto, assumir suas responsabilidades pelo desenrolar dos acontecimentos e estar cientes de que, nem sempre, a realidade pode ser guiada de dentro das salas de aula, sindicatos, partidos ou mesmo pelo governo, ou prevista pela teorização nas cátedras ou imposta por decretos, ao reformularem e tentarem ressuscitar, sociológica e filosoficamente, cadáveres insepultos de doutrinas ultrapassadas e fracassadas há mais de meio século. Assim foi com o comunismo, foi com o nazismo e agora com o neossocialismo latino, na sua busca insana, histriônica, criminosa (como na Colômbia), anacrônica e suicida, pelo reino da felicidade programada e imposta à força.
As quase certas consequências serão, em linguagem militar, resultado do que se chama de ”OS IMPONDERÁVEIS DO COMBATE”, totalmente subjetivos e muito além dos clássicos considerados “terreno, meios, inimigo e condições metereológicas," ou seja, fora do controle e do planejado.
Preparem-se, por conseguinte, pois o combate, uma vez desencadeado, parte as próprias rédeas na maioria das vezes, como o ensina a História.
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